
Sempre gostei de ler um pouco sobre a história de algumas guerras. Besbilhotando algumas revistas velhas pude ler um pouquinho sobre a Guerra Civil que ocorreu lá pelas bandas de 1800 e uns quebrados, nos Estados Unidos da América. Estados sulistas e nortistas duelaram numa luta que chegava também a envolver a questão da abolição da escravatura.
Mas não era exatamente sobre isso que eu queria escrever, mas sim, sobre o quão importante é a atividade do desabafo, a atividade de simplesmente expressar-se.
Abraham Liconl (nem sei se é assim que se escreve) era o então presidente daquela nação. Com a demora do término da guerra, o presidente já se encontrara literalmente esgotado, não fisicamente como também mentalmente. Era um período de difíceis decisões, pressões de todos os lados e Licoln precisava conseguir de algum modo a solução para tal conflito sem prejudicar ainda mais o país. Ambos os lados o pressionavam pela assinatura ou não da abolição, de acordo com o interesse de cada. Ao refurgiar-se na Casa Branca durante seu momento de "desespero mental", o Chefe da Nação pediu que um mordomo, que servia um café sentasse e ficasse ali por alguns instantes. O Mordomo pouco entendia de política, de relações humanas, nem da natureza humana, mas atendendo a "ordem" de um "chefe", ali sentou-se e simplesmente pôs-se a ouvir os desabafos e as histórias, e angústias do então presidente americano. O empregado chegou a ficar com Lincoln naquela sala por cerca de três horas, mas após a saída do mordomo o presidente estava um pouco mais leve, e após uma série de medidas posteriores pode então solucionar o conflito, e alguns probleminhas a mais pelos quais passava a nação.
Teria o mordomo dado um super conselho que ajudou Lincoln naquela situação? Será que o Mordomo era um excelente conhecedor de política e ajudou Linconl com alguma idéia alternativa?
Lógico que isso era possível, mas no meu modo realista de ver, um pouco improvável. Para mim, o simples ato de sentar-se e mostrar-se disposto a ouvir as angústias e pressões pelas quais passavam o presidente, é que de fato o ajudara na resolução de alguns problemas. Ele era letrado em política, aliás não se chega à toa ao comando de uma nação. Naquele dia, Linconl não queria nenhuma ajuda mágica, ele não queria nenhum conselho que acabasse com aquilo instantaneamente. Não! Ele sabia que uma solução mágica era impossível!
Tudo que ele queria, e precisava, era apenas de alguém que de algum modo mostrar-se disposto com sinceridade, e realmente interessado em suas angústias.
Transportando isso para os dias de hoje, fico me perguntando quantas vezes deixei algum amigo "de lado", por não ter tempo para ouví-lo, por se preocupar em primeiro em resolver a minha vida e minha situação. Hoje eu percebeo que não era nem necessário que eu resolvesse os problemas do meu amigo, nem era necessário que eu achasse uma soluçãomágica que resolvesse tudo naquele momento. Tudo que precisamos, na verdade é simplesmente nos transformarmos no mordomo de Lincoln, e assim como ele, saber ouvir alguém com o real interesse de ajudá-lo em seu desabafo. Desabafo, que por si só trás a paz de espírito necessária para se criar dissernimento nas tomadas de decisões.
Hoje sou eu quem talvez esteja vivendo o outro lado da moeda, sentindo uma necessidade enorme de conversar algo com alguém que eu queria muito tivesse vontade de ouvir-me, percebo até que o próprio nascimento desse blog tenha sido uma alternativa minha para isto.
Breve, postarei aqui (depois) uma segunda história sobre Linconl na época da guerra, que talvez ajude muita gente a melhorar o mundo.
Mas não era exatamente sobre isso que eu queria escrever, mas sim, sobre o quão importante é a atividade do desabafo, a atividade de simplesmente expressar-se.
Abraham Liconl (nem sei se é assim que se escreve) era o então presidente daquela nação. Com a demora do término da guerra, o presidente já se encontrara literalmente esgotado, não fisicamente como também mentalmente. Era um período de difíceis decisões, pressões de todos os lados e Licoln precisava conseguir de algum modo a solução para tal conflito sem prejudicar ainda mais o país. Ambos os lados o pressionavam pela assinatura ou não da abolição, de acordo com o interesse de cada. Ao refurgiar-se na Casa Branca durante seu momento de "desespero mental", o Chefe da Nação pediu que um mordomo, que servia um café sentasse e ficasse ali por alguns instantes. O Mordomo pouco entendia de política, de relações humanas, nem da natureza humana, mas atendendo a "ordem" de um "chefe", ali sentou-se e simplesmente pôs-se a ouvir os desabafos e as histórias, e angústias do então presidente americano. O empregado chegou a ficar com Lincoln naquela sala por cerca de três horas, mas após a saída do mordomo o presidente estava um pouco mais leve, e após uma série de medidas posteriores pode então solucionar o conflito, e alguns probleminhas a mais pelos quais passava a nação.
Teria o mordomo dado um super conselho que ajudou Lincoln naquela situação? Será que o Mordomo era um excelente conhecedor de política e ajudou Linconl com alguma idéia alternativa?
Lógico que isso era possível, mas no meu modo realista de ver, um pouco improvável. Para mim, o simples ato de sentar-se e mostrar-se disposto a ouvir as angústias e pressões pelas quais passavam o presidente, é que de fato o ajudara na resolução de alguns problemas. Ele era letrado em política, aliás não se chega à toa ao comando de uma nação. Naquele dia, Linconl não queria nenhuma ajuda mágica, ele não queria nenhum conselho que acabasse com aquilo instantaneamente. Não! Ele sabia que uma solução mágica era impossível!
Tudo que ele queria, e precisava, era apenas de alguém que de algum modo mostrar-se disposto com sinceridade, e realmente interessado em suas angústias.
Transportando isso para os dias de hoje, fico me perguntando quantas vezes deixei algum amigo "de lado", por não ter tempo para ouví-lo, por se preocupar em primeiro em resolver a minha vida e minha situação. Hoje eu percebeo que não era nem necessário que eu resolvesse os problemas do meu amigo, nem era necessário que eu achasse uma soluçãomágica que resolvesse tudo naquele momento. Tudo que precisamos, na verdade é simplesmente nos transformarmos no mordomo de Lincoln, e assim como ele, saber ouvir alguém com o real interesse de ajudá-lo em seu desabafo. Desabafo, que por si só trás a paz de espírito necessária para se criar dissernimento nas tomadas de decisões.
Hoje sou eu quem talvez esteja vivendo o outro lado da moeda, sentindo uma necessidade enorme de conversar algo com alguém que eu queria muito tivesse vontade de ouvir-me, percebo até que o próprio nascimento desse blog tenha sido uma alternativa minha para isto.
Breve, postarei aqui (depois) uma segunda história sobre Linconl na época da guerra, que talvez ajude muita gente a melhorar o mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário