terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Admiração...


Cá estou eu, novamente atualizando esse blog (depois de um bom tempo parado, diga-se de passagem), tomei a decisão de vir aqui e falar um pouco sobre a admiração e respeito que tenho por essa pessoa que vai se tornando cada vez mais parte da minha história com alguns de seus ensinamentos que são passados de maneira simples, e mais natural possível, porém marcantes.

Embalada sob o lema de Bob Marley: "Pra que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais saíremos vivos", Sheilinha vai vivendo sua vida, ao lado da relação paradoxal entre o "não levar a sério" como disse Bob, e o "levar a sério" responsável por todas as decisões e situações que ajudou a tornar ela esse ser humano ímpar. Acredito que nnguém seja tão capaz de fazer esta "mesclagem" como ela faz!

Poucas pessoas que conheço, talvez até ela seja a única, conseguem ter tanta capacidade em resolver seus problemas e situações de modo otimista, alegre, (claro que as vezes impciente pois ninguém é de ferro hehehe) e de quebra ainda conseguir ser responsável, e bastante inteligente e competente naquilo que se propõe a fazer.

Sempre acreditei que na vida a gente deve tentar tirar o melhor da convivência com cada uma das pessoas que por algum motivo passaram por nós, e eu sei e reconheço que devagarzinho alguns exemplos estão sendo transmitidos a mim, de uma maneira tão natural, que vai ficando bem mais fácil de fixar.

Te admiro, azulina!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Derrota, reencontro de amigos!










VALEU! ATÉ A PRÓXIMA!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bom dia, meu filho.







Bom dia, meu filho.

Hoje resolvi supreender-te deixando na gaveta do seu escritório esta carta, contendo expressões de um amor profundo que guardo em meu peito.



Ao acordar, recordei-me daquela madrugada há 32 anos atrás, onde corri apressadamente até a maternidade, onde estava a sua mãe, sentindo as primeiras contrações uterinas que anunciavam a sua chegada. Eu estava muito nervoso, explodindo internamente de tanta ansiedade, apreensão... Porém tanta ânsia não fora capaz de me tirar a atenção para o seu primeiro choro, quando começava a sua história de vida. Fora o choro mais lindo que tinha visto até então, me trazendo alívio, felicidade, emoção.




Também está gravado nitidamente na minha memória, a primeira vez em que sua mãe te segurou nos braços, lembro do sorriso dela, junto com seus olhos que lacrimejavam rios de emoção. E você, instintivamente procurou os seios dela, que naquele momento era o único ato que poderia ser feito e que viesse a acalmar aquele seu choro desesperado. Como se estivesse com medo do seu novo mundo, ali nos braços dela, você se sentia seguro, forte, inatingível.

Alimentado com muito amor, você foi crescendo, e de presente ganhou o seu primeiro caderno, e ele, naquele instante passara a ser seu companheiro inseparável no seu mais novo desafio que era enfrentar o mundo na escola. E foi nele que fez suas primeiras obras de arte. Inicialmente, rabiscos indistinguíveis, mas que você mesmo os batizava de “papai” e “mamãe”. Qualquer um que olhasse aquelas figuras poderia dizer que ali se encontravam apenas rabiscos, mas eu não! Eu os olhava fixamente e conseguia enxergar nossos rostos desenhados tão perfeitamente nos traços tortos naquele papel.

Suas técnicas e seus dons artísticos foram se aprimorando, e com o passar dos meses você deixou de desenhar “mamãe” e “papai” e trouxe para seu repertório artístico as montanhas, a casinha com chaminé, no alto duas nuvens e um sol forte, grande e sorridente, e um pequeno passarinho desenhado usando a letra “u”.

Como sou e sempre fui seu amigo, conseguia tempo para te ajudar com as lições de casa. E foi aí que nós três (sua mãe, seu caderno e eu) pudemos te ajudar e dar uma das mais importantes lições de vida que você leva ate hoje. Ao fazer as lições de casa de modo equivocado, pacientemente mostrávamos como você podia acertar e oferecíamos a próxima pagina do seu caderno como uma nova oportunidade de corrigir. E você aprendeu, meu filho! Aprendeu que devemos enxergar nos nossos erros uma nova oportunidade de acertar, e aprendeu que o dia de amanhã é sempre igual a nova página do seu caderno que lhe é oferecida todos os dias, a fim de que melhore, cresça... aprendeu da maneira mais saudável que os erros devem ser vistos como fontes e oportunidades de melhora, e não como fontes de culpa, dor, remorso. Hoje você reconhece que a experiência do errar é talvez a mais importante pela qual deve passar nossa raça, que é ela que nos trás o crescimento, o amadurecimento, é ela que nos mostra nossas fraquezas e aponta as direções que devemos tomar para corrigirmos nossas falhas, é a experiência dos erros que nos aproxima cada vez mais do nosso pai, criador. E graças a tudo isso, hoje você se tornou um homem, um pai, a pessoa presente neste universo pela qual eu tenho minha maior admiração e respeito. Não só por ser o meu filho, mas por ter se tornado esse ser humano que é. Um pai zeloso, educador competente, bom marido, humano!

Com apenas 8 anos de idade você já me proporcionava um dos momentos que eu mais esperei durante minha vida: ir contigo ao Batistão. Recordo-me como se fosse hoje, aquelas memoráveis tardes de domingo, quando você, sua mãe e eu íamos juntos para o Batistão. E você fardado, uma camisa vermelha com os dizeres atrás: “Gipão, você mora em meu coração”. Foi ali que você aprendeu alguns dos seus primeiros palavrões, mas quem nessa vida não xinga que atire a primeira pedra (de preferência no juiz). E naquele mesmo ano nosso time chegou até a final, mas pra variar perdemos. Você ainda não estava acostumado com a derrota, e o caminho de volta pra casa foi um pouco difícil. Dentro do carro você tentava segurar o choro, mas com o passar dos instantes as lágrimas iam descendo uma a uma. Sua mãe virava para você no banco de trás e tentava te consolar, mostrando pra você que derrotas fazem parte da vida e que o importante é ter força para reerguer-se, levantar-se, ir adiante!!! Foi difícil pra você absorver aquilo, porque em cada parada de sinal nós cruzávamos com torcedores rivais e você os via festejando e sentia uma pontinha de inveja. Mas o importante são as lições. Aprender que nos fortalecemos com a derrota foi o fator principal que você absorveu daquele dia. E por ter entendido que as derrotas fazem parte da vida, você teve forças para continuar seus estudos mesmo depois de ter passado pela sua primeira e pior decepção amorosa com sua primeira namorada (alguns anos mais tarde). Afinal, naquela altura do campeonato, mesmo com pouca idade, você já entendia que é no fracasso que nos fortalecemos. E então, tocou sua vida adiante, e da melhor maneira.

Meu filho, poucos homens neste mundo podem ter o privilégio de partir daqui com a certeza e sensação de dever cumprido. Hoje olho para você, vejo a família que construiu, vejo os valores que transmite, e posso dizer com todo orgulho e satisfação do mundo que minha missão aqui na terra está completa. Já posso ir-me embora, com a convicção de chegar diante do criador e saber que tive minha parcela de contribuição no ser humano que se tornou. Graças a sua existência eu posso dizer que eu vivi e não apenas passei pela vida. Eu te amo, meu filho, Deus o abençoe.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A arte do desapego


Texto que me enviaram. Rápido, curto e objetivo, mas que certamente vai ajudar alguém. Então to postando aqui, e espero que essa pessoa veja.
:)

"Toda posse é temporária.Tanto que no momento em que conseguimos algo, já começamos a pensar em ir atrás de outra coisa e no momento em que perdemos algo que possuímos, sofremos!

Que tal se parássemos de sofrer pelo inevitável? Pensem bem: até nosso corpo não é nosso para sempre – somos seus ocupantes temporários!

Igualmente impermanentes são os relacionamentos e o melhor a fazer é aprender a lidar com isso.

Como?

Treinando o desapego das coisas materiais, o desapego amoroso, o desapego total... Porque nada, nem ninguém é seu, nem meu.

O desapego traz paz de espírito!!!

Paremos de ter medo de perder, de ter o desejo de possuir. E aí se dá o mais interessante: ao pararmos de correr atrás das coisas e das pessoas e passarmos a viver conectados com a nossa essência, nos descobrimos donos do universo inteiro!"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Por que o sofrimento se torna traumático?

Algumas crianças que sofreram circunstâncias extremamente difíceis tornaram-se relativamente equilibradas, ao passo que outras que passaram por um sofrimento muito menor parecem psicologicamente mais prejudicadas. A explicação está na diferença entre dano psicológico e trauma psicológico.
O dano psicológico é aquele que sofremos quando somos atingidos emocionalmente. Isso acontece com todos nós. As pessoas que nos criaram podem deixar de satisfazer de maneira significativa algumas de nossas necessidades, e podemos também ser expostos a circunstâncias cruéis, ou agredidos por alguém de um modo que nos magoe profundamente.
O trauma psicológico acontece quando ninguém está presente para nos dar apoio e nos ajudar a compreender os danos que sofremos. Os danos psicológicos podem causar traumas que nos deixam com a impressão de sermos mais fracos, incompetentes, maquiavélicos, perseguidos. Um evento doloroso pode se tornar traumático quando adquire um significado negativo a respeito de quem somos. O Eventos traumáticos do passado podem transformar-se em demônios que nos perseguem a vida inteira. Ter a presença de uma pessoa que se mostre receptiva à nossa dor faz toda a diferença do mundo.
Candice é uma mulher atraente e inteligente. Quem olha para ela não imagina que tenha passado por uma experiência que modificou a sua vida. Quando era adolescente, ela foi estuprada quando voltava da casa de uma amiga. Foi o acontecimento mais terrível de sua vida. Se pudesse, ela o apagaria da memória.Antes de fazer terapia, Candice nunca havia falado detalhadamente sobre o estrupo. Contara aos pais p que tinha acontecido com ela, eles deram queixa na policia e tudo acabou ficando por isso mesmo. Ela não procurou ajuda terapêutica e seus pais acharam que falar sobre o assunto iria humilha-la ainda mais, de modo que nunca mais trouxeram à tona.
Candice tem problemas ao relacionar-se intimamente com os homens por causa do estupro. Fica tensa quando pensa em ter contato sexual com um homem e sente medo quando está perto de homens fortes e dinâmicos. Com a terapia, ela acabou descobrindo que não é bom guardar para si certos segredos.
Candice caiu na armadilha na qual sucumbem muitos sobreviventes de estupro. Ela não conseguia parar de pensar: “Se ao menos eu tivesse pedido uma carona naquela noite”, “O vestido que eu estava usando chamava muito a atenção”, “eu deveria ter sido menos idiota”. Candice estava se culpando. Este procedimento transformou o dando que sofrera em trauma duradouro.
Talvez se ela tivesse sido capaz de conversar com alguém, seu segredo não tivesse sido tão nocivo. Outra pessoa poderia te-la ajudado a ver que seus sentimentos não eram anormais e que ela não era responsável pelo o que acontecera. Se Candice tivesse recebido ajuda para lidar com seus sentimentos, esse terrível acontecimento talvez não tivesse transformado em um trauma permanente que a fazia sentir-se mal consigo mesma. Os demônios adoram trabalhar em segredo, mas fogem quando são forçados a ficar visível.
Candice está começando a sentir-se menos amendrotada na presença de homens, porque está trabalhando os seus sentimentos na terapia. Fechar a porta para os danos do passado não mantinha os demônios a distância, mas permitir que seu terapeuta percorra com ela lugares escuros e ocultos do seu subconsciente está conseguindo afasta-los.
Jesus sabia que todos sofremos danos, mas não temos que viver traumatizados por causa deles. Ele acreditava que, se compartilharmos o fardo das ofensas que recebemos com alguém em que confiamos, podemos evitar que elas se transformem em trauma. O tempo por si só não é capaz de curar. Se não procurarmos ajuda, os demônios do passado ficarão presentes.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pra ninguém



Ninguém pra ligar
E dizer onde estou
Ninguém pra ir comigo onde eu vou
Por outro lado
Ninguém pra abaixar o volume
Ninguém pra reclamar dos pratos sujos
Ninguém pra fingir que eu não amo


Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos
E deixo o dia entrar
Pra ninguém
Pra ninguém


Ninguém pra dizer quando eu devo parar
Ninguém na casa pra poder acordar
Do meu lado
Ninguém pra contar novidades
Ninguém pra fechar as cortinas
Ninguém pra brigar de vez em quando


Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos
E deixo o dia entrar
Pra ninguém
Pra ninguém

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu nunca disse adeus


Eu nunca disse adeus

Eu não sei o que eu to fazendo mas tenho que fazer
Naquela noite que eu te conheci eu acho que nunca vou esquecer
Um momento quase perfeito inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu disse vamo embora to meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para sua casa
Eu quero dormir onde você mora
Eu passando mal e você ria
Tanto barulho eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo que você dizia.

Se me pedisse pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa pra você gostar de mim.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu perdi o rumo e comecei a delirar
Acho que prometi até parar de beber e de fumar
De repente a noite acaba e todo mundo some
Eu me lembrei que eu esqueci de perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção por onde começar
Qualquer coisa pra poder te encontrar

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu não como eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
Desaparecer

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse