segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A arte do desapego


Texto que me enviaram. Rápido, curto e objetivo, mas que certamente vai ajudar alguém. Então to postando aqui, e espero que essa pessoa veja.
:)

"Toda posse é temporária.Tanto que no momento em que conseguimos algo, já começamos a pensar em ir atrás de outra coisa e no momento em que perdemos algo que possuímos, sofremos!

Que tal se parássemos de sofrer pelo inevitável? Pensem bem: até nosso corpo não é nosso para sempre – somos seus ocupantes temporários!

Igualmente impermanentes são os relacionamentos e o melhor a fazer é aprender a lidar com isso.

Como?

Treinando o desapego das coisas materiais, o desapego amoroso, o desapego total... Porque nada, nem ninguém é seu, nem meu.

O desapego traz paz de espírito!!!

Paremos de ter medo de perder, de ter o desejo de possuir. E aí se dá o mais interessante: ao pararmos de correr atrás das coisas e das pessoas e passarmos a viver conectados com a nossa essência, nos descobrimos donos do universo inteiro!"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Por que o sofrimento se torna traumático?

Algumas crianças que sofreram circunstâncias extremamente difíceis tornaram-se relativamente equilibradas, ao passo que outras que passaram por um sofrimento muito menor parecem psicologicamente mais prejudicadas. A explicação está na diferença entre dano psicológico e trauma psicológico.
O dano psicológico é aquele que sofremos quando somos atingidos emocionalmente. Isso acontece com todos nós. As pessoas que nos criaram podem deixar de satisfazer de maneira significativa algumas de nossas necessidades, e podemos também ser expostos a circunstâncias cruéis, ou agredidos por alguém de um modo que nos magoe profundamente.
O trauma psicológico acontece quando ninguém está presente para nos dar apoio e nos ajudar a compreender os danos que sofremos. Os danos psicológicos podem causar traumas que nos deixam com a impressão de sermos mais fracos, incompetentes, maquiavélicos, perseguidos. Um evento doloroso pode se tornar traumático quando adquire um significado negativo a respeito de quem somos. O Eventos traumáticos do passado podem transformar-se em demônios que nos perseguem a vida inteira. Ter a presença de uma pessoa que se mostre receptiva à nossa dor faz toda a diferença do mundo.
Candice é uma mulher atraente e inteligente. Quem olha para ela não imagina que tenha passado por uma experiência que modificou a sua vida. Quando era adolescente, ela foi estuprada quando voltava da casa de uma amiga. Foi o acontecimento mais terrível de sua vida. Se pudesse, ela o apagaria da memória.Antes de fazer terapia, Candice nunca havia falado detalhadamente sobre o estrupo. Contara aos pais p que tinha acontecido com ela, eles deram queixa na policia e tudo acabou ficando por isso mesmo. Ela não procurou ajuda terapêutica e seus pais acharam que falar sobre o assunto iria humilha-la ainda mais, de modo que nunca mais trouxeram à tona.
Candice tem problemas ao relacionar-se intimamente com os homens por causa do estupro. Fica tensa quando pensa em ter contato sexual com um homem e sente medo quando está perto de homens fortes e dinâmicos. Com a terapia, ela acabou descobrindo que não é bom guardar para si certos segredos.
Candice caiu na armadilha na qual sucumbem muitos sobreviventes de estupro. Ela não conseguia parar de pensar: “Se ao menos eu tivesse pedido uma carona naquela noite”, “O vestido que eu estava usando chamava muito a atenção”, “eu deveria ter sido menos idiota”. Candice estava se culpando. Este procedimento transformou o dando que sofrera em trauma duradouro.
Talvez se ela tivesse sido capaz de conversar com alguém, seu segredo não tivesse sido tão nocivo. Outra pessoa poderia te-la ajudado a ver que seus sentimentos não eram anormais e que ela não era responsável pelo o que acontecera. Se Candice tivesse recebido ajuda para lidar com seus sentimentos, esse terrível acontecimento talvez não tivesse transformado em um trauma permanente que a fazia sentir-se mal consigo mesma. Os demônios adoram trabalhar em segredo, mas fogem quando são forçados a ficar visível.
Candice está começando a sentir-se menos amendrotada na presença de homens, porque está trabalhando os seus sentimentos na terapia. Fechar a porta para os danos do passado não mantinha os demônios a distância, mas permitir que seu terapeuta percorra com ela lugares escuros e ocultos do seu subconsciente está conseguindo afasta-los.
Jesus sabia que todos sofremos danos, mas não temos que viver traumatizados por causa deles. Ele acreditava que, se compartilharmos o fardo das ofensas que recebemos com alguém em que confiamos, podemos evitar que elas se transformem em trauma. O tempo por si só não é capaz de curar. Se não procurarmos ajuda, os demônios do passado ficarão presentes.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pra ninguém



Ninguém pra ligar
E dizer onde estou
Ninguém pra ir comigo onde eu vou
Por outro lado
Ninguém pra abaixar o volume
Ninguém pra reclamar dos pratos sujos
Ninguém pra fingir que eu não amo


Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos
E deixo o dia entrar
Pra ninguém
Pra ninguém


Ninguém pra dizer quando eu devo parar
Ninguém na casa pra poder acordar
Do meu lado
Ninguém pra contar novidades
Ninguém pra fechar as cortinas
Ninguém pra brigar de vez em quando


Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos
E deixo o dia entrar
Pra ninguém
Pra ninguém

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu nunca disse adeus


Eu nunca disse adeus

Eu não sei o que eu to fazendo mas tenho que fazer
Naquela noite que eu te conheci eu acho que nunca vou esquecer
Um momento quase perfeito inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu disse vamo embora to meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para sua casa
Eu quero dormir onde você mora
Eu passando mal e você ria
Tanto barulho eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo que você dizia.

Se me pedisse pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa pra você gostar de mim.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu perdi o rumo e comecei a delirar
Acho que prometi até parar de beber e de fumar
De repente a noite acaba e todo mundo some
Eu me lembrei que eu esqueci de perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção por onde começar
Qualquer coisa pra poder te encontrar

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse.

Eu não como eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
Desaparecer

Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse adeus
Agora pra sempre
foi embora mas eu nunca disse

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pra Refletir

"Se o seu coração cansou de acreditar
No motivo que alimenta sua vida
Se no seu olhar alojou a solidão
Erga os olhos, busque a Deus na oração
Já é tempo de ver o sol
De esquecer a noite escura
De voltar ao primeiro Amor
Deixar-se envolver
Pelo abraço de Deus,
ouça Tua voz,
Ele lhe chama
E lhe diz que é tempo de voltar
Se você tentou,mas não conseguiu achar
Se você se perdeu,ficou sózinho no caminho
Erga o seu olhar,vale a pena acreditar
Deus está eternamente a lhe esperar."
Uma Questão de Escolha

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples...Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.É simples...
Padre Fábio de Melo

domingo, 21 de junho de 2009

Matou-lhe


MATOU-LHE
de modo cruel, ensinou-lhe o que jamais deveria
que não há ouro no fim do arco íris
que no final, nem sempre tudo dá certo
ao confundir-lhe, quanto ao significado do vocábulo "amigo", matou-lhe.
MATOU-LHE
quando mostrou-lhe que nunca soube o chão onde pisava
transformando em pesadelos, os seus sonhos
tirando de si o que tinha de melhor e mais humano
devolvendo-lhe em troca, a solidão
mostrando que sua luta era por algo fictício, matou-lhe.
MAS...
como disse certa vez, alguém especial
"ainda há jardim molhado..."
e "os olhos de menino(a) que não viram o que fiz por ti..."
HÁ DE RENASCER!
Sim! há de renascer um outro dia
pois seus espírito e essência eram imortais
irá, pois, renascer! Talvez não aqui, nem lá
talvez não com a mesma forma, cor, sabor
mas renascerá, mesmo que noutra vida, noutro universo...

sábado, 20 de junho de 2009

Colocar-se no lugar do próximo

Conforme prometido, irei colocar aqui mais uma das histórias do presidente americano Abrahan Lonconl, que pode nos dar uma ilustração de um das tarefas mais difíceis para a humanidade cumprir: colocar-se no lugar do próximo.
Em uma das batalhas durante a guerra civil que assolava a nação americana, uma delas pode nos trazer uma lição em especial. A batalha de Gettysburg. Fora uma batalha sangrenta que durou cerca de três dias, na quarta noite porém as tropas do General Lee, que faziam oposição à União, optaram por retirar-se da batalha e marcharam devolta ao sul, enquanto nuvens de tempestade rasgavam o céu espalhando chuvas e enchentes por toda aquela região. No caminho dessa fulga, Lee e seus comandados encontram um enorme rio transbordante na cidade de Potomac, parecia o fim pois enquanto as chuva não cessase, ficaria quase que impossível dar continuidade à fulga, o exército de revoltosos estaria naquela situação no que poderíamso chamar de "beco sem saída".
De posse da seguinte informação, o que fez o presidente? Aquilo que qualquer um de nós faria no seu lugar! Ordenou para o seu general Meade que aproveitasse a oportunidade única para capturar aquilo que sobrou do exército de Lee, seria o fim dos revoltosos e como consequência o fim da própria guerra. As tropas de Lee, estavam ali, acoadas, sem ter para onde fugir até que a tempestade terminasse. O general de Linconl, fez exatamente o contrário do que pediu o presidente. Ao invés de atacar imediatamente o já fragilizado exército de Lee, Meade reuniu o conselho de guerra para decidir se tal ataque às tropas que se refigiavam à margem do rio seria necessária. Até que o conselho se reunisse, e chegasse a uma decisão prática, as chuvas cessaram, o nível do rio baixou, e as tropas do General Lee poderam ir embora e fugir para o sul como pretendiam.
O presidente americano de fato ficara irritado. E quem no seu lugar não ficaria? Por pura burocracia fora convocado o conseljo de guerra para tomar uma decisão que se fosse colocada em prática ali, naquele momento, talvez significasse o fim da guerra e a prisão dos revoltosos.
Com a desobediência de Meade, Linconl chegou a escrever uma carta pública repugnando tal atitude do General, pode não cumprir uma ordem direta do presidente.
Tal carta porém, nunca chegou a ser publicada.
A batalha de Gettysburg havia sido uma das mais sangrentas da história daquela guerra. Uma batalha que durou três dias, de horror, de pesadelo! E Linconl estava ali, na segurança da Casa Branca, enquanto os generais e seus soldados não conseguiam dormir à noite ainda ouvindo os gritos de dores e horrrores que aconteceram naqueles dias. Pensando dessa forma, Liconl achou até natural que o general Meade não tivesse tanta ânsia em atacar e reviver durante ainda mais tempo as dolorosas lembranças daquela batalha.
Eis a tarefa mais difícil para qualquer humano: Colocar-se verdadeiramente no lugar do seu semelhante...