terça-feira, 16 de março de 2010

Sympathy for the Devil



Simpatia pelo Diabo





Por gentiliza deixe-me apresentar-me
Sou um homem de foturna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens


Eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de dúvida e dor
Fiz muita questão que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino


Uma prazer em conhecê-lo
espero que advinhem o meu nome
mais o que lhe intriga
é a natureza do meu jogo
eu aguardei em São Petersburgo
quando percebi que era hora pra mudanças
matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão


Pilotei um tanque
usei a patente de General
quando a Blitzgriek urgiu
e os corpos apodreciam


Um prazer em lhe conhecer
espero que advinhem o meu nome
porém o que mais lhe intriga
é a natureza do meu jogo


assisto com orgulho
enquanto seus reis e rainhas
lutaram por dez décadas
pelos deuses que eles criaram


gritei bem alto
"quem matou os Keneddys?"
quando afinal de contas
foi você e eu



permita-me me apresentar
sou um homem de fortuna e requinte
deixei armadilhas para os minitreis
que morreram antes de chegar a Boubain



um prazer em lhe conhecer
espero que advinhem o meu nome
porém o que mais lhes confunde
é a natureza do meu jogo



assim como todo preso é criminoso
e todos pescadores são santos
como cara é coroa


basta me chamar de Lúcifer
pois estou precisando de alguma restrição




entao se me conhecer
tenha alguma delicadeza
tenha simpatia, e algum requinte
use toda sua polidez bem aprendida
ou deitarei sua alma para apodrecer










domingo, 14 de março de 2010

alguma "estranheza" qualquer...

somos inocentes, frágeis, amantes e utópicos
somos julgados e apontados quase todos os instantes
sofremos em ser rotulados por aqueles que amamos
tentamos nos doar, mas as vezes voltam pedras
e pior é olhar para frente e deparar-se com um muro
igual ao choque da doce e pertubada percepção
de que aqueles os quais amamos
são os que pensam as piores coisas sobre nós.
nos "amam", mas não nos conhecem
ou melhor, conhecem apenas nossos defeitos
ou aquilo que acreditam ser nossas imperfeições
enfim somos estranhos, loucos, diferentes
apenas cometemos o pecado fatal de ser nós mesmos
em um mundo onde todos se defendem loucamente
seguindo a lei da evolução.
Sim, somos estranhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

“Santo” Daime, a religião do chá alucinógeno.

Comunidades que adotam o santo-daime em rituais apoiam decisão do governo de restringir o uso a cerimônias religiosas; Adeptos, no entanto, reconhecem que ainda há preconceito em relação ao chá que tem efeitos alucinógenos e popularizou-se na Região Norte


Os adeptos que usam o santo-daime ou ayahuasca (bebida alucinógena) em cerimônias religiosas comemoraram a decisão do governo brasileiro em restringir o uso religioso do chá apenas a cultos e manifestações espirituais.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 26 e veta o comércio e propaganda do produto, além de coibir o consumo em eventos turísticos.

“A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”, afirma um dos integrantes da Igreja Céu do Planalto, Manuel Poppe, ao mencionar os anúncios de venda do chá pela internet. Ele integra um grupo de 150 adeptos da seita que prega como princípios básicos a busca do autoconhecimento e a interligação com Deus por meio dos seres vivos. Em meio ao verde que cerca a igreja, o grupo mantém o cultivo das duas plantas da Floresta Amazônica que são a base do chá: o cipó (Banisteriopsis caapi) e a Chacrona (Psychotria viridis). É de lá que eles tiram cerca de mil litros para os rituais sagrados do ano todo.


Manuel Poppe, integrante da Igreja Céu do Planalto: “A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”

Estima-se que no Brasil existam cerca de 3 mil usuários do chá alucinógeno com finalidade religiosa. Em Brasília, esse número pode chegar a 500, segundo Poppe, mas não há estimativa precisa. Vestido de camisa branca, calça e gravata azuis — traje especial para dias de ritual — ele confessou que o uso do chá ainda é muito malvisto pelas pessoas que desconhecem o seu verdadeiro uso. “As pessoas veem no chá uma coisa muitas vezes maléfica só porque traz alucinações, mas os adeptos não se utilizam da bebida para outra finalidade que não seja para facilitar a meditação e a busca do sagrado”, completa.

É o caso de Marília (nome fictício), 28 anos. Ela buscou o santo-daime após passar por várias experiências religiosas, mas ainda teme o preconceito. A estudante é adepta da bebida há três anos e diz encontrar a paz todas as vezes que se prepara para o ritual. “A experiência é única, é como se você se desconectasse da terra para assumir uma esfera superior, em busca de inspiração, expansão da mente”, conta.

A sensação de transe também é sentida por Davi (nome fictício), de 32 anos. Ele conheceu o chá quando tinha 18 anos, pelas mãos de um xamã (liderança espiritual), no interior do Amazonas. “Passei muito mal na primeira vez que tive contato, com náuseas e tontura, mas a sensação de tranquilidade e de alívio é muito compensatória depois de tudo”, diz. Hoje, ele é um dos praticantes da religião.

O professor Juliano da Rede, 29 anos, que toma o daime há 11 anos, discorda da restrição do uso, apesar de achar que deve ser feito por pessoas que têm algum preparo psicológico. “As plantas medicinais estão há milênios na natureza. No momento em que se limita essa necessidade, impede-se que uma dádiva divina seja acessada por pessoas mais esclarecidas e sem vínculos religiosos”, critica.

A resolução do governo sugere também que as entidades façam uma triagem das pessoas que pretendem ingerir o chá pela primeira vez, além de vetar o uso por aqueles que têm problemas com álcool, transtornos mentais e sejam usuários de outras drogas. Manuel Poppe adianta que as seitas mais sérias já adotam esse tipo de recomendação. “O uso da substância sempre foi responsável e com objetivo exclusivo de fazer a conexão com os seres espirituais”, afirma.

Patrimônio cultural

A ayahuasca ou santo-daime é de origem inca e comumente utilizada por indígenas da Região Norte do Brasil. Na década de 70, o uso do chá se expandiu pela América do Sul, onde foram criados diversos movimentos religiosos baseados na consagração da droga. Essa é a segunda vez que o governo impõe regras para o consumo do alucinógeno.

A bebida chegou a ser proibida na década de 80 por conta de denúncias do mau uso, mas, logo depois, liberada mediante a comprovação de estudos científicos sobre a importância do composto para as cerimônias religiosas.

Em 2008, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um processo para transformar o uso do chá em patrimônio da cultura brasileira. A proposta teve respaldo nas entidades doutrinárias ligadas ao alucinógeno. “Espero que nós possamos celebrar em breve o registro do ayahuasca como patrimônio cultural da nação brasileira. Nesse caso específico, acrescenta-se o afeto em relação à outra dimensão importantíssima para a vida, que é a natureza”, disse o ministro à época.

A religião no mundo

Conhecida também como a doutrina da floresta, o santo-daime vem ganhando cada vez mais adeptos Brasil afora. “A expansão da religião deixa evidente a importância dessa doutrina para as pessoas porque fala de cura, de Deus e de busca interior”, destaca o antropólogo e seguidor, Fernando La Rocque. Autor de uma tese de mestrado sobre os benefícios terapêuticos e espirituais do chá, La Rocque foi um dos pioneiros na difusão da doutrina no país. Segundo o antropólogo, o crescimento de adeptos nos países ajuda a pressionar por uma legislação da religião.

A doutrina do santo-daime expandiu-se na Europa durante a década de 90 e o primeiro país a fazer a legalização foi a Holanda, em 2001.Hoje, há quatro núcleos da igreja do santo daime no país. “Além deles, já temos legalização nos Estados Unidos, Holanda e Canadá. Outros processos estão em andamento na Espanha, Alemanha e na Itália”, comemora.

Apesar do avanço com a restrição do chá para uso religioso, o antropólogo acredita que o governo brasileiro ainda deixa a desejar. Ele afirma que a falta de regras para liberar a exportação do produto para os países onde já existe legalização pode atrapalhar o desenvolvimento da doutrina. “Estamos em constante debate com o Conad na busca de uma solução para que a religião seja desenvolvida da melhor forma. Sabemos que é um processo complexo porque envolve as áreas de relações exteriores, de exportação, assim como de vigilância sanitária, mas a briga é legítima e queremos avançar”, conclui.

A falta de legislação para transportar o santo-daime pelos países da Europa já foi responsável por inúmeras prisões. Em 2009, 52 pessoas foram detidas na Itália e na França acusadas de tráfico. “O grau de desiformação também é grande em relação à doutrina. As pessoas se arriscam sob a condição de serem presas por carregarem um produto sagrado de baixíssimo teor de substância alucinógena. Se houvesse mais divulgação por parte dos governos, não precisaríamos ver cenas como essas”, conclui Fernando La Rocque

Danielle Santos -Correio Brasiliense

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Admiração...


Cá estou eu, novamente atualizando esse blog (depois de um bom tempo parado, diga-se de passagem), tomei a decisão de vir aqui e falar um pouco sobre a admiração e respeito que tenho por essa pessoa que vai se tornando cada vez mais parte da minha história com alguns de seus ensinamentos que são passados de maneira simples, e mais natural possível, porém marcantes.

Embalada sob o lema de Bob Marley: "Pra que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais saíremos vivos", Sheilinha vai vivendo sua vida, ao lado da relação paradoxal entre o "não levar a sério" como disse Bob, e o "levar a sério" responsável por todas as decisões e situações que ajudou a tornar ela esse ser humano ímpar. Acredito que nnguém seja tão capaz de fazer esta "mesclagem" como ela faz!

Poucas pessoas que conheço, talvez até ela seja a única, conseguem ter tanta capacidade em resolver seus problemas e situações de modo otimista, alegre, (claro que as vezes impciente pois ninguém é de ferro hehehe) e de quebra ainda conseguir ser responsável, e bastante inteligente e competente naquilo que se propõe a fazer.

Sempre acreditei que na vida a gente deve tentar tirar o melhor da convivência com cada uma das pessoas que por algum motivo passaram por nós, e eu sei e reconheço que devagarzinho alguns exemplos estão sendo transmitidos a mim, de uma maneira tão natural, que vai ficando bem mais fácil de fixar.

Te admiro, azulina!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Derrota, reencontro de amigos!










VALEU! ATÉ A PRÓXIMA!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bom dia, meu filho.







Bom dia, meu filho.

Hoje resolvi supreender-te deixando na gaveta do seu escritório esta carta, contendo expressões de um amor profundo que guardo em meu peito.



Ao acordar, recordei-me daquela madrugada há 32 anos atrás, onde corri apressadamente até a maternidade, onde estava a sua mãe, sentindo as primeiras contrações uterinas que anunciavam a sua chegada. Eu estava muito nervoso, explodindo internamente de tanta ansiedade, apreensão... Porém tanta ânsia não fora capaz de me tirar a atenção para o seu primeiro choro, quando começava a sua história de vida. Fora o choro mais lindo que tinha visto até então, me trazendo alívio, felicidade, emoção.




Também está gravado nitidamente na minha memória, a primeira vez em que sua mãe te segurou nos braços, lembro do sorriso dela, junto com seus olhos que lacrimejavam rios de emoção. E você, instintivamente procurou os seios dela, que naquele momento era o único ato que poderia ser feito e que viesse a acalmar aquele seu choro desesperado. Como se estivesse com medo do seu novo mundo, ali nos braços dela, você se sentia seguro, forte, inatingível.

Alimentado com muito amor, você foi crescendo, e de presente ganhou o seu primeiro caderno, e ele, naquele instante passara a ser seu companheiro inseparável no seu mais novo desafio que era enfrentar o mundo na escola. E foi nele que fez suas primeiras obras de arte. Inicialmente, rabiscos indistinguíveis, mas que você mesmo os batizava de “papai” e “mamãe”. Qualquer um que olhasse aquelas figuras poderia dizer que ali se encontravam apenas rabiscos, mas eu não! Eu os olhava fixamente e conseguia enxergar nossos rostos desenhados tão perfeitamente nos traços tortos naquele papel.

Suas técnicas e seus dons artísticos foram se aprimorando, e com o passar dos meses você deixou de desenhar “mamãe” e “papai” e trouxe para seu repertório artístico as montanhas, a casinha com chaminé, no alto duas nuvens e um sol forte, grande e sorridente, e um pequeno passarinho desenhado usando a letra “u”.

Como sou e sempre fui seu amigo, conseguia tempo para te ajudar com as lições de casa. E foi aí que nós três (sua mãe, seu caderno e eu) pudemos te ajudar e dar uma das mais importantes lições de vida que você leva ate hoje. Ao fazer as lições de casa de modo equivocado, pacientemente mostrávamos como você podia acertar e oferecíamos a próxima pagina do seu caderno como uma nova oportunidade de corrigir. E você aprendeu, meu filho! Aprendeu que devemos enxergar nos nossos erros uma nova oportunidade de acertar, e aprendeu que o dia de amanhã é sempre igual a nova página do seu caderno que lhe é oferecida todos os dias, a fim de que melhore, cresça... aprendeu da maneira mais saudável que os erros devem ser vistos como fontes e oportunidades de melhora, e não como fontes de culpa, dor, remorso. Hoje você reconhece que a experiência do errar é talvez a mais importante pela qual deve passar nossa raça, que é ela que nos trás o crescimento, o amadurecimento, é ela que nos mostra nossas fraquezas e aponta as direções que devemos tomar para corrigirmos nossas falhas, é a experiência dos erros que nos aproxima cada vez mais do nosso pai, criador. E graças a tudo isso, hoje você se tornou um homem, um pai, a pessoa presente neste universo pela qual eu tenho minha maior admiração e respeito. Não só por ser o meu filho, mas por ter se tornado esse ser humano que é. Um pai zeloso, educador competente, bom marido, humano!

Com apenas 8 anos de idade você já me proporcionava um dos momentos que eu mais esperei durante minha vida: ir contigo ao Batistão. Recordo-me como se fosse hoje, aquelas memoráveis tardes de domingo, quando você, sua mãe e eu íamos juntos para o Batistão. E você fardado, uma camisa vermelha com os dizeres atrás: “Gipão, você mora em meu coração”. Foi ali que você aprendeu alguns dos seus primeiros palavrões, mas quem nessa vida não xinga que atire a primeira pedra (de preferência no juiz). E naquele mesmo ano nosso time chegou até a final, mas pra variar perdemos. Você ainda não estava acostumado com a derrota, e o caminho de volta pra casa foi um pouco difícil. Dentro do carro você tentava segurar o choro, mas com o passar dos instantes as lágrimas iam descendo uma a uma. Sua mãe virava para você no banco de trás e tentava te consolar, mostrando pra você que derrotas fazem parte da vida e que o importante é ter força para reerguer-se, levantar-se, ir adiante!!! Foi difícil pra você absorver aquilo, porque em cada parada de sinal nós cruzávamos com torcedores rivais e você os via festejando e sentia uma pontinha de inveja. Mas o importante são as lições. Aprender que nos fortalecemos com a derrota foi o fator principal que você absorveu daquele dia. E por ter entendido que as derrotas fazem parte da vida, você teve forças para continuar seus estudos mesmo depois de ter passado pela sua primeira e pior decepção amorosa com sua primeira namorada (alguns anos mais tarde). Afinal, naquela altura do campeonato, mesmo com pouca idade, você já entendia que é no fracasso que nos fortalecemos. E então, tocou sua vida adiante, e da melhor maneira.

Meu filho, poucos homens neste mundo podem ter o privilégio de partir daqui com a certeza e sensação de dever cumprido. Hoje olho para você, vejo a família que construiu, vejo os valores que transmite, e posso dizer com todo orgulho e satisfação do mundo que minha missão aqui na terra está completa. Já posso ir-me embora, com a convicção de chegar diante do criador e saber que tive minha parcela de contribuição no ser humano que se tornou. Graças a sua existência eu posso dizer que eu vivi e não apenas passei pela vida. Eu te amo, meu filho, Deus o abençoe.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A arte do desapego


Texto que me enviaram. Rápido, curto e objetivo, mas que certamente vai ajudar alguém. Então to postando aqui, e espero que essa pessoa veja.
:)

"Toda posse é temporária.Tanto que no momento em que conseguimos algo, já começamos a pensar em ir atrás de outra coisa e no momento em que perdemos algo que possuímos, sofremos!

Que tal se parássemos de sofrer pelo inevitável? Pensem bem: até nosso corpo não é nosso para sempre – somos seus ocupantes temporários!

Igualmente impermanentes são os relacionamentos e o melhor a fazer é aprender a lidar com isso.

Como?

Treinando o desapego das coisas materiais, o desapego amoroso, o desapego total... Porque nada, nem ninguém é seu, nem meu.

O desapego traz paz de espírito!!!

Paremos de ter medo de perder, de ter o desejo de possuir. E aí se dá o mais interessante: ao pararmos de correr atrás das coisas e das pessoas e passarmos a viver conectados com a nossa essência, nos descobrimos donos do universo inteiro!"