
No último domingo (que por sinal era páscoa), como de costume, sentei-me em meu sofá, com a leve esperança de encontrar alguma programação atrativa na TV, mesmo sabendo que tal busca fosse talvez utópica.
Porém, algo chamou-me bastante a atenção. Tratava-se de uma reportagem sobre um casal de viciados em crack que por conta da dependência da droga abandonaram seus dois filhos em um lixão. Um menino, de um ano de idade junto com uma menina de alguns poucos meses. As crianças foram encontradas por uma funcionária da guarda municipal de São Paulo. O pai, fora preso horas seguintes e ainda estava nitidamente sob efeito da droga, enquanto a mãe (menor de idade – 17 anos) fugiu e até agora ninguém tem notícia.
Fico impressionado com o bombardeio de notícias desse tipo, a quantidade de lares que são destruídos a todo instante, quantas famílias perdendo seus filhos, e o mais triste: quantas crianças indefesas sendo abandonadas por seus pais em troca de instantes de prazer oriundos de uma substância.
Tal atitude (o abandono da cria) de tão absurda que é, chega a ser dificilmente encontrada até no mundo animal. Enquanto a nossa volta passa a virar rotina. Nós, que somos tidos como animais racionais.
Fica o apelo ao poder público, pela observância e atenção especial para um fato que já virou caso de saúde pública. Porque ninguém em sã consciência iria jogar um filho em um lixão, e quando se chega a tal ponto é a maior prova de que a situação merece uma atenção especial. Abordar viciados como criminosos, espancá-los, além de desumano, não surte efeito nenhum. Infelizmente o buraco é bem mais em baixo...
quanto as duas crianças, espero que consigam pais adotivos um dia que possam dar a elas toda atenção, carinho, amor e respeito necessário ao desenvolvimento de todo ser humano, sem exceções.
Até...
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